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IV. ESTRATÉGIA POLÍTICA PARA O CICLO ELEITORAL E PARA O FUTURO DO PS
3. Eleições legislativas: vencer de novo, para servir e modernizar Portugal
O objectivo político do PS nas próximas eleições legislativas é só um: ganhar, para servir o País. Pediremos aos portugueses, com clareza, uma maioria absoluta e lutaremos com toda a energia para a alcançar de novo. Por isso, e porque o PS acredita na possibilidade real de obter uma nova maioria absoluta, recusaremos todas as especulações sobre quaisquer outros cenários pós eleitorais, que só enfraquecem as condições para alcançar essa nova maioria.

Nestas eleições, o PS prestará contas do trabalho feito e mostrará como honrou a confiança que os portugueses nele depositaram. Recordaremos que a maioria absoluta valeu a pena e explicaremos que uma nova maioria absoluta do PS dará ao País as garantias de estabilidade política e de governabilidade que são essenciais para que Portugal possa vencer as consequências da crise económica internacional e prosseguir, sem retrocessos, um rumo de modernização e de reformas. Reformas que Portugal adiou tempo de mais, umas vezes por falta de condições políticas para fazer prevalecer o interesse geral, outras por pura falta de coragem na liderança do País.

A crise internacional, que provocou uma recessão económica em todo o Mundo, acabou por afectar, inevitavelmente, a economia portuguesa e impediu que os resultados positivos que o Governo estava a obter pudessem ter continuidade. É natural que seja preciso agora mais algum tempo para que o País possa alcançar os objectivos traçados. Os portugueses conhecem o PS e sabem que o PS é hoje a Força da Mudança em Portugal. Só o PS aponta ao País um rumo de modernização e apresenta aos portugueses um horizonte de esperança e de futuro. Ante as dificuldades, o PS é a força política que diz aos portugueses: “vamos conseguir!”.

Apresentamos como garantia da nossa capacidade para superar as dificuldades do presente os resultados concretos que obtivemos no Governo: vencemos uma grave crise orçamental, conseguiremos vencer esta grave crise económica. E só o PS apresenta aos portugueses a estratégia certa para sair desta crise. Só o PS tem a determinação, a coragem e a capacidade de liderança para ultrapassar esta situação.

À nossa direita, no PSD, reina a turbulência e o vazio. Três lideranças sucessivas não foram capazes de apresentar ao País uma única alternativa credível. E os portugueses sabem que dizer mal de tudo nunca foi solução para problema nenhum. Mas o pior é que este PSD sugere aos portugueses um regresso ao passado e às suas receitas fracassadas. E insiste nos preconceitos liberais, pretendendo que o Estado recue não só no apoio à economia e ao emprego, como também na própria protecção social, exactamente quando o País mais precisa que o Estado responda e faça aquilo que deve.

O CDS, por seu turno, não parece ter aprendido nada com o fracasso da sua passagem pelo Governo e apenas tem para oferecer aos portugueses o populismo e a demagogia. Para além de meia dúzia de mensagens mediáticas dirigidas aos seus nichos habituais de mercado eleitoral, o CDS vive na obsessão de ganhar votos com a proposta eleitoralista de baixar impostos, em termos tão irresponsáveis que tirariam ao Estado os recursos necessários para ajudar o País a vencer a crise, protegendo o emprego e as famílias.

À nossa esquerda, Partido Comunista e Bloco de Esquerda assumem-se cada vez mais como meros “partidos de protesto”, prontos a explorar demagogicamente qualquer descontentamento, sem apresentarem soluções credíveis para os problemas do País. Prisioneiros das suas ideologias datadas, resistem a qualquer mudança, opõem-se a qualquer reforma, contestam qualquer inovação. Pouco lhes importa se se trata de salvar o Estado Social e de lhe dar condições para responder em situações de crise, como a actual. Tanto lhes faz se se trata de garantir o futuro da segurança social pública, de promover a saúde materno-infantil, de combater a precariedade no trabalho ou de qualificar a escola pública, para fazer frente ao abandono e ao insucesso escolar. Eles, por regra e por princípio, são contra, e escolheram o seu lugar do lado de fora. De fora da Europa, de fora do futuro, de fora das soluções. Não é neles que os portugueses encontrarão o caminho para resolver os problemas do País.

Nestas eleições, o voto no PS é necessário também para que o País não ande para trás, para que não se perca aquilo que os portugueses com tanto esforço alcançaram e para que os projectos em curso, que tanto custou a pôr em marcha, não sejam abandonados, com prejuízo para a economia, para o emprego e para a competitividade do País. Numa palavra: com prejuízo para o nosso futuro.

O PS fará uma campanha afirmando o seu projecto e as suas propostas políticas para o futuro do País. O Programa Eleitoral do PS terá por base as orientações programáticas constantes da Presente Moção de Estratégia e será preparado com ampla participação, incluindo com o envolvimento do movimento Novas Fronteiras, da Fundação Res Publica e da Geração de Ideias, sendo adoptado oportunamente pela Comissão Política do partido.

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