A maioria absoluta do PS valeu a pena. Foi ela que assegurou ao Governo as condições políticas de estabilidade e de governabilidade necessárias para realizar reformas e lançar um importante movimento de modernização do País, superando resistências e fazendo prevalecer o interesse geral.
A determinação reformista tornou-se uma marca da Maioria e do Governo do PS. Os exemplos são muitos: fizemos a reforma da segurança social e a reforma da administração pública; criámos o Programa Simplex, simplificando procedimentos para os cidadãos e para a empresas; cumprimos a reforma da Justiça e o Plano de Acção para o Descongestionamento dos Tribunais; fizemos a reforma das forças de segurança e do sistema de segurança interna; lançámos o Plano Tecnológico; alcançámos o nível europeu de investimento em Ciência; fizemos a reforma do ensino superior e adaptámo-lo ao Processo de Bolonha; colocámos Portugal na dianteira das energias renováveis; reformámos a legislação laboral; demos vida à ASAE para defender os consumidores; lançámos a reforma dos cuidados de saúde primários, da rede de assistência materno-infantil, da rede de urgências, tal como criámos uma nova rede de cuidados continuados para idosos e aprovámos a nova Lei do Tabaco. Ganhámos, ainda, o referendo para a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, promovemos o acesso à procriação medicamente assistida, legislámos para acabar com o divórcio litigioso e, em nome da igualdade, aprovámos a nova Lei da Paridade.
Mas foi na educação que enfrentámos o mais sério obstáculo à competitividade do País e à igualdade de oportunidades entre os portugueses: as elevadas taxas de abandono e de insucesso escolar. Fizemos uma reforma profunda do primeiro ciclo do ensino básico, aumentámos 15 vezes o número de alunos nos cursos profissionais públicos, triplicámos o acesso à acção social escolar e criámos o passe escolar, lançámos o Plano Tecnológico da Educação e os programas e.escolas e e.escolinhas, instalámos quadros interactivos, reordenámos o parque escolar e lançámos a sua requalificação, instituímos as aulas de substituição, colocámos os professores por três anos, revimos o estatuto do aluno e o estatuto da carreira docente, introduzimos a avaliação dos professores para distinguir e premiar o bom desempenho, reformámos a gestão e reforçámos a autonomia das escolas.
Esta aposta nas qualificações chegou também aos jovens e adultos que se encontram já no mercado de trabalho. Foi para eles que lançámos o Programa Novas Oportunidades e a resposta não podia ter sido mais impressionante: mais de 630 mil pessoas já se inscreveram para melhorarem as suas qualificações, ao nível do ensino básico ou do secundário. E, também aqui, combatemos a info-exclusão e proporcionámos o acesso a computadores, com ligação à Internet em banda larga.
Os portugueses não deram ao PS uma maioria absoluta para que tudo ficasse na mesma mas para que uma governação responsável e reformista pudesse, finalmente, começar a vencer os bloqueios estruturais do País. E foi isso que fizemos. Foi para isso que serviu a primeira maioria absoluta do PS.