A governação do PS foi também uma governação solidária, à altura da melhor tradição de sensibilidade social do Partido Socialista.
As medidas sociais do Governo do PS foram dirigidas, de modo especial, aqueles que mais precisam de apoio. Criámos, por isso, o Complemento Solidário para Idosos, garantimos o poder de compra das pensões mais baixas, aumentámos o abono de família, introduzimos o abono pré-natal para as grávidas, aumentámos as deduções fiscais em função do número de filhos, lançámos o Programa PARES para investir mais em creches e em lares, adoptámos medidas para a conciliação entre a actividade profissional e a vida familiar, alargámos a acção social escolar, instituímos os empréstimos para estudantes do ensino superior, lançámos uma nova geração do Programa Escolhas, combatemos a exclusão com uma nova lei da nacionalidade e promovemos um aumento substancial do salário mínimo.
A agenda social do PS estruturou, assim, uma nova geração de políticas sociais e conquistou para os portugueses novos direitos sociais. E foi para esta área que prioritariamente dirigimos todas as folgas orçamentais que fomos obtendo ao longo do processo de consolidação das contas públicas.
Esta acção permitiu promover a igualdade de oportunidades em Portugal. Mas fez mais: reduziu a taxa de risco de pobreza e reduziu as desigualdades.
Os últimos dados oficiais do INE referentes à taxa de risco de pobreza reportam-se a 2007 e são referentes aos rendimentos de 2006 – não integrando ainda, portanto, o efeito pleno de muitas medidas sociais adoptadas pelo Governo do PS. Todavia, esses dados apontam já para uma redução nos últimos anos da taxa de risco de pobreza em Portugal, que caiu de 19% em 2005 (rendimentos de 2004) para 18% em 2007, aproximando-se assim da média europeia de 16%. Por seu turno, as desigualdades, embora permaneçam ainda elevadas, também foram reduzidas. O rendimento dos 10% mais ricos, comparado com o dos 10% mais pobres, era 12,2 vezes superior em 2005 (rendimentos de 2004) e essa diferença caiu para 10,8 em 2007. Com as medidas adoptadas, esta redução ter-se-á certamente acentuado ainda mais nos anos seguintes da legislatura.